Diretor de escola cívico-militar de Porto Alegre do Norte é afastado após denúncia de assédio contra menor
Em nota, a Secretaria de Estado de Educação de Mato Grosso (Seduc-MT) informou que, assim que tomou conhecimento do caso, adotou imediatamente as providências previstas nos protocolos institucionais. O caso segue em investigação.
1/23/20261 min read


O diretor da Escola Estadual Cívico-Militar 13 de Maio, localizada em Porto Alegre do Norte, a cerca de 1.125 quilômetros de Cuiabá, foi afastado do cargo após uma estudante de 17 anos registrar um boletim de ocorrência por assédio sexual. Segundo o documento policial, a denúncia foi formalizada no fim de 2025 e descreve contatos iniciados em julho, por mensagens, que teriam mudado de caráter com o passar do tempo.
Conforme o registro, a adolescente relata que passou a receber transferências via Pix e que, na sequência, as conversas teriam assumido teor inadequado, com investidas e solicitações consideradas impróprias pela estudante. O boletim também menciona um episódio em que o diretor teria informado que levaria a aluna até Confresa para tratar de questões ligadas ao programa federal Pé-de-Meia, dizendo que outras estudantes participariam do deslocamento. A mãe decidiu acompanhar a filha e, de acordo com a família, constatou que apenas a adolescente foi levada.
Em nota, a Secretaria de Estado de Educação de Mato Grosso (Seduc-MT) informou que, assim que tomou conhecimento do caso, adotou imediatamente as providências previstas nos protocolos institucionais. O caso segue em investigação. A secretaria informou ainda que, a pedido da família, a adolescente foi transferida de escola, a fim de garantir a continuidade do vínculo escolar. Ela também segue em acompanhamento psicossocial. O caso segue sendo monitorado pela Coordenadoria de Gestão Regional (COGER/DRE) e pelo Núcleo de Mediação Escolar.
Por se tratar de crime sexual contra menor de idade, os detalhes não foram divulgados para preservar a vítima. Segundo a Polícia Civil o sigilo é garantido pelo Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), que determina a proteção da intimidade de crianças e adolescentes em todos os atos e procedimentos, sejam judiciais ou administrativos.
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